A importância e o privilégio de ter um pai !

Dia dos Pais

 

É Dia dos Pais. Todo mundo que tem a felicidade de ter seu pai vivo, certamente dará um carinhoso abraço nele, simbolizando o respeito e a gratidão que temos pelos nossos pais, esses homens que sempre nos servem de referência e que normalmente nos fizeram seguir o seu time de coração.

Brincando com as palavras, eu diria que amanhã é Dia dos Paimerenses, essa gente mais da antiga que com muito orgulho e determinação quiseram fazer de nós, palmeirenses de corpo e alma. O meu conseguiu. Paulo Nakamura, já falecido desde 1968, ou seja há mais de trinta anos atrás, forjou em meu espírito as cores verde e branca e um amor eterno pelo nosso Verdão.

Lembro-me de quando meu pai me levava para o Estádio Palestra Itália, quando ainda estava em reforma lá pelos idos dos anos 60. Não entendia muito bem das coisas, mas aquelas visitas ao clube foram me tornando cada vez mais palmeirense. Tenho uma imagem pregada na minha retina dos operários trabalhando arduamente para gramar o nosso campo, havendo naquele momento muitos buracos para serem preenchidos.

Meu pai também me levava para assistir a alguns jogos especialmente no Pacaembu. Lembro-me do primeiro jogo que fui, em que o Palmeiras acabou perdendo para o Corinthians de virada (2 x 1), mas, não importa. Essa derrota não tirou o encantamento infantil de ter ido, com sete anos de idade mais ou menos, pela primeira vez assistir a um jogo do Palmeiras.

Minha memória falha, mas creio que meu pai chegou a me levar a outros jogos do Palmeiras, mas não teve muito tempo, pois, como disse, em 1968 veio a falecer, prematuramente, pois tinha então não mais do 48 anos de idade.

Parecem coisas de um mundo encantado, pois embora meu pai tivesse sido uma pessoa simples, sem muito dinheiro e patrimônio, acabou me deixando duas coisas, que para mim se tornaram fundamentais: uma força interior para encarar tantas adversidades na vida e um título do Palmeiras, totalmente quitado. Se eu disser que o único patrimônio que meu pai me deixou foi esse título do Palmeiras talvez as pessoas custem a acreditar, mas é verdade.

A Providência Divina me fez ter um tio, irmão do meu pai, Oscar Nakamura, que também era palmeirense fanático.Farmacêutico dos bons e dono de um caráter digno das pessoas que mais admirei na vida, ocupou o espaço do meu pai, levando-me para assistir muitos jogos no Pacaembu, no Parque Antarctica e no Morumbi. Foi com ele, por exemplo, que fui assistir ao último jogo do Robertão de 1969, quando fomos campeões em cima do Botafogo do Rio.

Foi meu tio que transformou os carnês do Palmeiras que meu pai havia quitado em um título patrimonial, que guardo com muito zelo e atenção. Foi meu tio, que principalmente, me fez ser mais palmeirense do que meu pai já havia conseguido. Mas, por tragédia do destino, em 1970 meu tio também veio a falecer, caindo na sala de espera do Hospital Casa de Saúde Adventista da Rua Tamandaré, aqui em São Paulo, após sofrer um infarto fulminante.

Se eu já carregava a tristeza de ter perdido meu pai ainda tão criança, é fácil imaginar o baque que sofri com a morte repentina e também prematura daquele que assumiu o papel de meu segundo pai.

O tempo passou, e graças a Deus fui deixando de ser menino e passando a ser adolescente, jovem e, depois, adulto, carregando o trauma dessas duas mortes que apunhalaram minha alma, mas que me fizeram tão forte que hoje me considero quase que totalmente realizado em relação aos sonhos que construí enquanto criança.

Hoje, olho para trás e dentre tantas coisas que tenho para refletir, algo ressalta com as cores verde e branca na minha alma e na minha mente: o orgulho de ter me tornado palmeirense, pelas mãos especialmente de duas pessoas que amavam o Palmeiras como poucos eu vi na vida.

Obrigado, meu pai! Obrigado, meu paimerense!

Prof Wilson Nakamura

Conselheiro SEP

 

Postado por: Pró-Palmeiras às 08/08/2010 - 11:27

Espanha, o resgate do futebol arte !

 

A Espanha ultrapassou todos os obstáculos e se habilitou a disputar a final da Copa do Mundo de 2010. Pode ser que ela até não leve o título, afinal futebol tem o “imponderável” como eterno ingrediente parafrustrar as previsões dos sabidões do esporte bretão.

Mas a verdade é que essa Espanha brilhante nos passa uma série de lições e reflexões sobre a 
arte de jogar futebol. 

Antes de mais nada, chamou-me a atenção a incapacidade ou falta de percepção dos nossos jornalistas esportivos em enxergar na Espanha uma seleção realmente extraordinária e candidata natural a disputar essa final. 

Quem tem o futebol como ofício teria supostamente mais informações e conhecimento para fazer previsões corretas. E, nesse caso, a Espanha não é nenhuma surpresa, mas um bicho-papão natural. 

O que dizer sobre a seleção espanhola em poucas palavras? 

Eles, antes de tudo, resgataram a essência do futebol arte, ou futebol-arte com hífen, que me parece mais apropriado. Futebol-arte é aquele jogado por atletas que tem absoluta intimidade com a bola, algo raro de se ver nos dias de hoje.

Aquela idéia simbólica da “bola grudar nos pés do jogador” é algo que felizmente redescobrimos nessa Copa. 

Alguém ou alguns tornaram o futebol mundial, ao longo das décadas, um futebol grosseiro, bruto e meramente atlético, quando na verdade a essência do futebol é a arte. A arte do drible criativo e plástico, a arte do gol sutil, que na sua extrema representação a bola nem chega até o fundo do gol, a arte dos passes precisos e conscientes principalmente para frente 
e para o lado.

Enfim, essa arte que se perdeu ao passar do tempo foi resgatada brilhantemente por essa magnífica seleção espanhola. 

Está certo que nesta seleção se destacam no critério arte especialmente dois jogadores: Iniesta e Xavi.

Mas não resta a menor dúvida de que os espanhóis conseguiram forjar ao longo do tempo uma equipe talhada para um futebol envolvente, com passes rápidos, dribles objetivos e um impressionante espírito de equipe, em que nenhum jogador claramente se reveste do papel de principal craque do time. 

Quando vi a primeira partida da Espanha, contra a Suíça, em que veio a perder, no meu íntimo pensei: pintou o campeão. Mesmo tendo perdido. 
Achei isso nem tanto pelo desempenho em si nessa partida, mas pelo fato novo que essa seleção trazia de reconverter um futebol jogado na força num futebol jogado na habilidade. 

 Viva a habilidade!

Que essa seleção espanhola tenha o poder multiplicador de tornarmos o futebol novamente jogado com mais “magia” e 
menos “correria”. Que o exemplo da Espanha desperte principalmente em nós brasileiros o gene da criatividade e das jogadas desconcertantes como a arma para vencer e convencer nas disputas regionais e mundiais. 

Arriscaria dizer que o segredo da seleção espanhola reside na lucidez em perceber a necessidade de formar jogadores não somente como atletas robotizados, mas principalmente como artistas da bola. Nesse caso, parece que o futsal tenha sido e venha sendo usado como instrumento de formação de jogadores de futebol profissional desde a mais tenra idade.

Digo isso, porque é difícil acreditar que jogadores como Iniesta, Xavi e mesmo Xabi Alonso, não tenham aprendido os fundamentos de domínio de bola, toque preciso e drible eficiente que não seja jogando o chamado futsal.

Quem já jogou futebol, mesmo que de forma amadora, sabe o que estou dizendo. 

Talvez valha a pena lembrar do Messi, jogador argentino de nascimento, mas forjado e lapidado nos campos de treinamento do Barcelona. 

Messi aliou a picardia argentina de domínio de bola com a objetividade necessária para vencer jogos e competições. 

 Na partida entre Espanha e Alemanha, ficou muito evidente, desde os primeiros minutos do jogo a diferença entre o futebol cartesiano e cintura dura da Alemanha e o futebol plástico e organizado da Espanha. Tenho visto alguns comentaristas esportivos criticarem a Espanha, com afirmações do tipo: jogam bonito, mas sem objetividade.

Realmente a seleção espanhola talvez faça pouco gol comparado ao tempo de posse de bola. 

Mas a verdade é que historicamente times muito técnicos tem mais dificuldade de fazerem muitos gols. O pé que dribla e passa com precisão, normalmente não é o que tem a força ou a destreza necessária para fazer gols em profusão. 

Quando um jogador alia drible, intimidade com a bola e capacidade de fazer gols, vira um craque incomparável, a la Pelé, a la Maradona. 

De qualquer maneira, esse jogo veio mais uma vez provar que a chance de um time habilidoso ganhar é maior do que a de um time  de toques rápidos porém previsíveis como o da Alemanha. 

Domingo a Holanda pode até ganhar, num lance fortuito ou planejado, da Espanha. Porém, ficará anotado nos anais dessa Copa que uma seleção realmente brilhou e resgatou uma esperança dos amantes do futebol.

E essa seleção foi o da Espanha, com um futebol de encher os olhos, organizado taticamente porém criativo, envolvente sem perder a objetividade, habilidoso sem perder a volúpia dos vencedores e extremamente técnico sem perder o 
senso de competitividade, que marca definitivamente os times que se transformam em campeões. 

Talvez falte para essa Espanha apenas uma coisa. O dom natural encontrado tradicionalmente no jogador brasileiro em grande profusão. Uma seleção como a espanhola com a picardia e a ginga do jogador de futebol brasileiro que acostumamos a enxergar em nosso imaginário seria “A Seleção”, imbatível, intransponível e acima de tudo carismática. 

Que seleção se habilitaria a ganhar todos os títulos, se o nosso futebol brasileiro fosse administrado à moda espanhola mas com jogadores à moda brasileira? 

Prof Wilson Nakamura 

Conselheiro SEP

 
 
Postado por: Pró-Palmeiras às 09/07/2010 - 21:12

Contra tudo e contra todos...

Ontem tivemos a apresentação de nosso Gladiador no estádio que será nossa futura Arena... Quem foi, se emocionou... Eu bem que gostaria de ter ido, mas infelizmente não consegui, o trabalho não me permitiu... Mas em breve estarei nas arquibancadas prestigiando nosso ídolo.

 Desde os tempos que éramos Palestra Itália é assim, mas não aceito, não me conformo e nunca me conformarei...

 Um outro jogador brasileiro, frequentador habitual dos noticiários policiais se apresenta na Europa no mesmo dia e sai em jornais televisivos como destaque. Aqui em SP, com o Palestra Itália abarrotado, com muito mais de 5 mil pessoas que doaram 1 Kg de alimento que serão destinados a instituições, (isso mesmo 5 toneladas de alimentos) só aparece no jornal televisivo estadual da TV Globo. Fiquei como um tonto rodando os jornais televisivos ontem e nada... Tudo bem, Kleber ainda não é da Seleção, não é um nome de reconhecimento internacional, um ídolo, mas agora faz parte de uma apaixonada e fanática torcida, a terceira maior do país, que em plena quarta feira no meio do expediente se desdobrou e fez questão de recepcioná-lo como tal e acho que isso deveria ser destacado... Mas beleza, espero que ele mostre a que veio dentro de campo e, com seu novo comandante e companheiros que ainda chegarão, nos ajude a conquistar a Sul Americana e o Brasileiro...

 Para melhor entendimento do ocorrido e como nossa imprensa é (e não é de hoje), recomendo a leitura do livro disponível em vários sites da MÍDIA PALESTRINA e a venda nas melhores livrarias:  Imigração e Futebol – O Caso Palestra Itália escrito por um São Paulino chamado José Renato de Campos Araújo em sua tese de Doutorado em Ciências Sociais pelo IFCH/UNICAMP, pesquisador do IDESP (Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos de São Paulo), pesquisador e membro do CEMI (Centro de Estudos de Migrações Internacionais).

 Sou descendente de Italianos, Portugueses (pra quem não sabe, Pedro Álvares Cabral chamava-se Pedro Álvares Gouveia...) e Espanhóis e acima de tudo, Palmeirense com muita honra!

 Avanti Palestra!!!

Postado por: Tarso Gouveia às 10/06/2010 - 09:46

Palavra do Conselheiro SEP

Arena Palestra Itália – Transparência sim, mas com responsabilidade

Apaixonados Palestrinos, muito bom dia! Ontem tive a honra de participar de mais uma reunião de nosso Conselho Deliberativo, convocado por 132 Conselheiros que queriam maiores esclarecimentos sobre o que foi alterado em relação ao projeto original aprovado pelo Conselho em 2008 e também na soberana Assembléia Geral de Associados, por ampla maioria. Em minha opinião, quanto mais reuniões e apresentações, demonstrações, esclarecimentos tivermos, indiferente de quem convoque ou provoque tais debates, somente o Palmeiras ganhará com isso. Foi questionado que o contrato não havia sido disponibilizado para análise dos Conselheiros, que as plantas não estavam sendo disponibilizadas para avaliação. Eu mesmo ainda não vi esse contrato, mas pelo simples fato de não ter ido até lá pra olhar, por confiar nos gestores e no projeto que está sendo desenvolvido. Mas para garantir ainda mais respaldo aos meus eleitores, leitores e a toda pátria alviverde, me comprometo a analisar profundamente o documento oficial e suas plantas para aqui dar meus posicionamentos. Indagou-se sobre o prazo de início das obras, sobre espaços previstos no projeto inicial e adaptados, sobre vagas de estacionamento, espaço de Palácio de festas, espaço dos vestiários, adequação do ginásio principal e capacidade de lugares. Tudo isso pode e deve ser questionado e transparecido mesmo, é o patrimônio de uma Sociedade e como Conselheiros, devemos ter a responsabilidade por fazer a coisa da melhor maneira possível. Se o clube é integrado com o futebol, devemos trabalhar para que os dois sejam vencedores, termos as devidas contrapartidas, serão 30 anos de concessão e tudo que for escrito hoje, será valido por esse período. Mas temos que ter em mente que legalmente representamos os milhares de associados do clube, mas diretamente representamos quase 20 milhões de fanáticos e apaixonados torcedores, uma verdadeira pátria espalhada pelo Brasil e pelo mundo... Queremos Arena sim, com transparência e principalmente, com responsabilidade. Avanti Palestra!

Postado por: Tarso Gouveia às 01/06/2010 - 09:23


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